Tem coisa mais atrasada do que bairrismo? Recife, Natal e Maceió tem muita coisa boa e tem coisas más também, assim como nossa capital João Pessoa e tantas outras que existem mundo a fora... O problema é que normalmente o povo de uma cidade quer que a sua seja sempre a melhor, supervalorizar a sua terra e desvalorizar a dos outros. Isso é natural, mas quando fica muito afetado se torna anormal.
Aqui o pessoal tem essa mania, brigam com Campina Grande, dizendo que nossa cidade é maior e melhor que a outra, que é a mais verde do mundo, essas besteiras que não levam a lugar algum. O que é importante saber é se a população está vivendo bem, se tem emprego, educação, lazer, se a economia é forte...
Isso nós não temos, a Paraíba pelo que os índices indicam é o estado mais atrasado do nordeste, se brincar do Brasil. A economia depende principalmente do governo, temos muitos funcionários públicos, o governo nunca soube aplicar bem os recursos na indústria do turismo. Coisa que no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e Alagoas souberam fazer, e fazer bem.
A nossa indústria é fraca, os salários pagos não são tão bons quanto os de nossos vizinhos, o povo em sua grande maioria não tem acesso à educação de qualidade etc. Aí ficamos nos pegado a simbolismos dos tipos: nós somos o ponto mais oriental das Américas, o lugar onde o sol nasce primeiro, temos o maior São João do Mundo, a cidade mais verde etc. Em compensação não temos muita coisa que é muito mais importante do que esses quatro exemplos. Precisamos estar conscientes de nossas limitações, de nosso horizonte pequeno e pouco expandido.
Precisamos repensar muitos conceitos, principalmente no que diz respeito à política econômica e social de nosso estado, ultrapassar alguns paradigmas, acabar com esse bairrismo e pensar em melhorar a nossa situação.
Começar pelo voto, acabar com essa história de voto de cabresto, voto para quem faz festa, pra quem dá cimento, tijolo, cesta básica etc. Precisamos eleger pessoas que não tenham compromissos com oligarquias, rabo preso. Por que não escolhemos pessoas que tenham compromisso com a educação, sim, pois só a educação de qualidade para todos que pode fazer vencer paradigmas, cumprir etapas no desenvolvimento de um povo?
Precisamos fazer com que as empresas se interessem em se instalar aqui, não só pelo interesse fical, mas por termos entre outras coisas pessoas capazes em executar tarefas com precisão. Precisamos de empresas de tecnologia.
Por que as nossas faculdades e universidades não preparam bem os seus alunos para o mercado? Será que só existe o setor público pagando salários mais ou menos dignos? Por que os nossos melhores profissionais tendem a trabalhar em outros estados? Aqui não tem mercado de trabalho para as pessoas com qualificação acima do padrão. Que governantes são esses que só trazem para cá empresas que pagam salário mínimo? Como é que um estado pode ir para frente com a maioria de sua população empregada ganhando salário mínimo? Onde esse pessoal que recebe salário mínimo vai poder fazer um curso superior, vai poder ampliar seus horizontes, vai poder educar melhor os seus filhos sem que filhos tenham que trabalhar para ajudar no orçamento doméstico?
Quando uma empresa dessas se instala por aqui é a maior festa... Alguém ganhará muito dinheiro, uns poucos ganharão algum dinheiro, enquanto a maioria maciça dos empregados terão que se contentar com salário mínimo. Precisamos de indústrias que paguem melhores salários, mas para isso é necessário que o povo seja melhor qualificado.
Precisamos ampliar os nossos horizontes ao invés de ficar fazendo comparações bairristas com outras cidades. Temos um povo guerreiro, que precisa saber de seu valor. Mas, além do bairrismo nosso povo tem uma fraqueza de espírito muito grande. Precisamos mudar isso o mais rápido possível.
segunda-feira, junho 18, 2007
Que Estado é este?
Desde muito cedo a curiosidade para descobrir o porque dos fatos que acontecem no nosso país me acompanha. Quando passo pelas ruas e leio as chamadas dos jornais a minha mente não sossega enquanto não busco a verdade que há por trás daquelas manchetes.
Nos últimos meses estamos vivendo o clima de uma guerra civil. O aparelho de segurança pública do Estado vem sofrendo para combater os PCCs, CVs da vida.
Estamos cansados de saber que esta situação vem da falta de oportunidade, da educação precária, do desemprego etc. etc.
Quando teremos alguém disposto a dar um basta nessa situação?
O Presidente Lulla assumiu o governo, e tudo que ele disse que faria, não fez... Os programas sociais do Governo para distribuição de renda com fins eleitoreiros provavelmente alcançaram os seus objetivos: a reeleição de Lulla.
Os "quarenta ladrões" estão todos livres e provavelmente alguns serão reeleitos também.
Respondendo à pergunta do parágrafo acima, acredito que nunca teremos um governande disposto a dar um basta nessa situação.
A solução é muito fácil. Basta para tanto criar mecanismos que reduzam os gastos com publicidade, aumentar e disponibilizar os recursos alocados no orçamento para educação, saúde e segurança.
Nestes tempos em que a experiência socialista fracassou em todos os países do mundo, não adianta mais ficar conjecturando sobre Cuba, China etc. Temos que nos mirar, por exemplo, nos tigres asiáticos, que estão dando aula de desenvolvimento aos países do mundo. Vindo aqui para mais próximo de nossa realidade, temos o Chile, que executa uma política econômica, social e fiscal exemplar.
Precisamos esquecer essa coisa de que somos o melhor país do mundo para se viver, que temos o melhor futebol, as melhores praias, as mais belas mulheres, chopp gelado, que somos o país do carnaval etc. Tudo isso não enche a barriga de nossa população mais carente, e observamos que é mais da metade da população nesta situação.
O que nós podemos fazer para melhorar essa situação? A nossa única arma é o voto. Com ele podemos afastar sumariamente não só os "quarenta ladrões", mas também os "trezentos picaretas", os "duzentos sanguessugas", os responsáveis por essa nossa situação de caos social.
Podemos lutar para transformar o Brasil numa Suiça ou para deixá-lo em situação pior que a do Iraque. As cartas estão na mesa, ou melhor, nossos títulos de eleitor estão à disposição para usarmos nossa melhor arma para transformar nossa sociedade: o voto.
Nos últimos meses estamos vivendo o clima de uma guerra civil. O aparelho de segurança pública do Estado vem sofrendo para combater os PCCs, CVs da vida.
Estamos cansados de saber que esta situação vem da falta de oportunidade, da educação precária, do desemprego etc. etc.
Quando teremos alguém disposto a dar um basta nessa situação?
O Presidente Lulla assumiu o governo, e tudo que ele disse que faria, não fez... Os programas sociais do Governo para distribuição de renda com fins eleitoreiros provavelmente alcançaram os seus objetivos: a reeleição de Lulla.
Os "quarenta ladrões" estão todos livres e provavelmente alguns serão reeleitos também.
Respondendo à pergunta do parágrafo acima, acredito que nunca teremos um governande disposto a dar um basta nessa situação.
A solução é muito fácil. Basta para tanto criar mecanismos que reduzam os gastos com publicidade, aumentar e disponibilizar os recursos alocados no orçamento para educação, saúde e segurança.
Nestes tempos em que a experiência socialista fracassou em todos os países do mundo, não adianta mais ficar conjecturando sobre Cuba, China etc. Temos que nos mirar, por exemplo, nos tigres asiáticos, que estão dando aula de desenvolvimento aos países do mundo. Vindo aqui para mais próximo de nossa realidade, temos o Chile, que executa uma política econômica, social e fiscal exemplar.
Precisamos esquecer essa coisa de que somos o melhor país do mundo para se viver, que temos o melhor futebol, as melhores praias, as mais belas mulheres, chopp gelado, que somos o país do carnaval etc. Tudo isso não enche a barriga de nossa população mais carente, e observamos que é mais da metade da população nesta situação.
O que nós podemos fazer para melhorar essa situação? A nossa única arma é o voto. Com ele podemos afastar sumariamente não só os "quarenta ladrões", mas também os "trezentos picaretas", os "duzentos sanguessugas", os responsáveis por essa nossa situação de caos social.
Podemos lutar para transformar o Brasil numa Suiça ou para deixá-lo em situação pior que a do Iraque. As cartas estão na mesa, ou melhor, nossos títulos de eleitor estão à disposição para usarmos nossa melhor arma para transformar nossa sociedade: o voto.
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